Benfica vs Braga - Como ganhar a um autocarro disfarçado de "grande"...


Campeão e Vice-Campeão Nacional encontraram-se ontem à noite no estádio da Luz, num jogo a contar para a 7ª jornada da Liga Zon Sagres. Na antevisão do jogo, Domingos Paciência aumentou as expectativas dos adeptos, dizendo que o Braga jogaria na Luz ao ataque, olhos nos olhos com o Campeão Nacional, factor que aumentaria a possibilidade de vermos um grande espectáculo.

Como de costume, desloquei-me ao estádio da Luz para ver jogo, facto que pode evidenciar, na minha apreciação ao jogo, alguma incoerência ou imprecisão, motivada pela adrenalina, entusiasmo e emoção com que se vive um jogo na bancada.

Directamente da bancada MEO tive a oportunidade de ver Domingos, e a equipa do Braga, fazer jus às suas palavras e jogar ao ataque (não esquecer que para uma equipa mediana, como o Braga, "jogar ao ataque" significa defender só com 9 no seu meio campo). Face ao desenho táctico das duas equipas, entendo que o Benfica entrou muito bem no jogo, mantendo a posse de bola, mostrando qualidade na 1ª e 2ª fase de transição e pressionando muito bem a equipa bracarense.

Enquanto o Benfica dominava claramente o jogo e criava alguns calafrios a Filipe através de boas investidas de Gaitan, Saviola, Aimar e Carlos Martins, o Braga refugiou-se na sua linha defensiva, explorando as costas de Maxi Pereira para possíveis jogadas de contra ataque.

Durante a primeira parte, destaque para a boa exibição de Gaitan, para as boas intervenções do Guarda Redes Filipe e para a excelente intervenção de Roberto. Pela negativa, comentava-se nas bancadas, a forma extremamente defensiva com que o Braga se apresentava e o excesso de faltas da equipa bracarense.

O intervalo chegou com um empate a zero, uma certeza inequívoca de controlo absoluto do jogo, mas também com a angústia e sofrimento inerentes a um imbróglio preso por "menos um golo" .

Com o inicio da segunda parte, esperava-se a continuação daquilo que tinha sido a diferença, mas com golos para o Benfica. Puro engano. A equipa do Benfica voltou dos balneários um pouco adormecida, permitindo que o Braga entrasse no jogo e causasse alguns calafrios à defesa do Benfica através de bolas paradas.

À passagem dos 60 minutos o Benfica voltou a dominar o jogo e apesar de não conseguir mostrar um futebol bonito e um ataque acutilante, chegou ao golo, através de Carlos Martins, com inteira justiça. Um grande golo do médio português depois de uma boa jogada entre Fábio Coentrão e Gaitan.

Nos minutos que antecederam o 1-0, destaque muito negativo (ainda mais) para a forma como o Braga jogou, demonstrando claramente que o empate era o resultado desejado. A equipa de Domingos fez faltas atrás de faltas, fez anti-jogo e mostrou porque não passa de um clube mediano com uma boa equipa.

Nos minutos finais do jogo o Braga tentou inverter a situação, mas sem mostrar argumentos suficientes para fazer tremer a equipa do Benfica que defendeu recuada, mas de forma consistente.

Em suma, um resultado inteiramente justo para a única equipa que se preocupou em ganhar.

Por fim, gostaria de destacar um aspecto referente ao Benfica que não me agradou. Perante este 11 do Braga é completamente "pouco inteligente" não utilizar Salvio desde inicio. Não que Salvio já tenha mostrado alguma coisa desde que está no Benfica, mas para "partir os rins àquele defesa esquerdo", até o Luís Filipe bastava...

Outra coisa que não me agradou, mas que até achei piada foram as declarações do Domingos que diz que o resultado foi injusto e que o Benfica perdeu muito tempo...fez anti jogo... Enfim Domingos! O ano passado optaste por uma estratégia moderada, retirando a pressão dos teus jogadores, mas este ano achas-te "grande", achas que o Braga "é um grande"... Paciência Domingos, Paciência!



Ah...outra coisa, Duarte Gomes não deu 7 minutos (!) de compensação pelo, possível, anti-jogo provocado pelo Benfica durante 10 minutos, mas sim pelo, evidente, anti-jogo do Braga durante 75 minutos.

Cumprimentos e Força Benfica!

Parabéns ao Porto!



Deixo aqui o que já todos sabíamos.. Gostava apenas de uma reacção do Daniel, como Portista, como adepto de futebol e depois como Português. :)















Como Benfiquista sinto-me vencedor. Não estamos ao nível nojento desta gente. Como Português sinto vergonha, pois o nosso Pais há muito que devia ter tomado medidas e castigar estas criaturas. Apito Dourado e Casa Pia esta tudo no mesmo saco, o da Vergonha.

O que mais me espanta são Portistas que defendem com unhas e dentes estas pessoas, que ignoram a verdade, que se orgulham de representar a vergonha que e o seu clube.

Como Portugueses não compreendo como aceitam este tipo de comportamentos ou o justificam com um "aqueles também o fazem". Comportamento cobarde e de colaboração com esta vergonha. Para mim todos os que são culpados, como provam estes vídeos para as pessoas minimamente bem formadas e que não são cegas, devem ter o mesmo castigo. Prisão.

A mim chamem-me cego.



Cumprimentos,

Raul André.


Deco vs. Queiroz: A batalha final!

Zangaram-se as comadres e vieram lavar a roupa suja para a praça pública.




"Rebentou" esta semana uma polémica entre Deco e Carlos Queiroz, num "jogo do empurra" em que ninguém quer assumir as suas responsabilidades.

Antes de mais quero dizer, e não será novidade para muitos, que sou um particular admirador do Deco, possivelmente o meu jogador preferido dos últimos 10 anos. Não discuto se foi o melhor, se foi o mais virtuoso, se foi o mais decisivo ... foi o meu preferido, ponto.

Não falo deste Deco dos últimos 4 anos, mas do Deco capaz de carregar um Porto para a conquista de uma Taça UEFA e de uma Liga dos Campeões, de um Deco capaz de entrar no meio campo de um Barcelona e aguentar-se, de um Deco eleito pelos adeptos para a melhor equpa de sempre do Barcelona, de um Deco capaz de levar a Selecção Nacional a uma final de um Euro e a uma meia final de um Campeonato do Mundo, de um Deco capaz de jogar a organizador, a box-to-box e até a lateral direito como aconteceu no Euro 2004 contra a inglaterra ... enfim, de um Deco que todos conhecemos por Mágico.
Um jogador que, se sempre se pautou por intervir pouco, mas com prudência e com cabeça e que tanto no mundial como agora, falhou.

No mundial porque, por muito que pudesse ter razão (e tinha, não toda, mas alguma), há coisas que devem ficar blindadas dentro do balneário, ainda para mais durante o decorrer de uma competição tão importante como é um Campeonato do Mundo. É um facto que Queiroz falhou na opção táctica, mas também foi visível que, apesar de ser sempre um jogador capaz de desiquilibrar (porque todos os grandes o são, num ou noutro momento do jogo), Deco não se apresentou, ao contrário do que prometeu, na forma que já tinha evidenciado ser capaz.

E depois de falhar no mundial, voltou a falhar agora por falar fora de tempo, reacendendo uma polémica desnecessária numa altura em que não só não acrescenta nada a seu favor, como também não ajuda a selecção num momento de transição em que é preciso estabilidade e confiança para voltar a jogar o futebol que é capaz. Não digo um futebol de campeão do mundo, mas certamente um futebol de topo e bem, mas bem, melhor do que o futebol deprimente, aborrecido e triste que tem vindo a apresentar.

Mas neste contexto, Queiroz também não está ilibado e acabou por ainda deitar mais "lenha na fogueira".

Antes de mais porque sente necessidade de responder a um jogador, com afirmações pouco felizes ("ex-jogador em actividade profissional de caráter duvidoso"), contribuíndo para o arrastar da situação.

Mas talvez mais grave do que isto é que Queiroz não se apercebe do que diz. Porque no mesmo discurso diz que "[Deco] deveria pedir-lhes desculpa por se ter apresentado no estágio da seleção nacional numa forma miserável (...) não estando à altura das responsabilidades de um Campeonato do Mundo e do jogador que foi" e de seguida completa com "se pensava que tinha lugar garantido por se chamar Deco, enganou-se rotundamente."

Ora, como podemos ver, quem se enganou foi Queiroz. Deco tanto tinha lugar garantido que foi levado para o mundial depois do seleccionador nacional, responsável máximo do futebol das selecções e responsável por levar a equipa a um lugar de prestígio, ter concluído, ainda durante o estágio, que convocou um jogador "numa forma miserável (...) não estando à altura das responsabilidades de um Campeonato do Mundo" e mesmo assim decidiu levá-lo deixando de fora outros jogadores que poderiam ir no seu lugar.

Se havia dúvidas quanto à falta de coragem (e de outras coisas) do ex-seleccionador Nacional ...

Penso que, tanto Deco, como Queiroz, deveriam ter mais respeito, senão por eles próprios, pela selecção e absterem-se de comentarem uma situação que os envergonha aos dois e se, na minha opinião, Queiroz tem mais culpa pela gravidade de admitir que levou um jogador fora de forma, Deco tem mais a perder por tudo o que deu de bom à Selecção (que foi infinitamente mais do que o que deu o ex-seleccionador Nacional).

Até breve.

Shalke 04 vs Benfica: Sem desculpas!


Desde os tempos áureos do clube que as deslocações à Alemanha são encaradas com uma dificuldade acrescida, evidenciada por uma "maldição" que diz que o Benfica não vence em solo germânico.

Hoje, tenho a certeza que não foi pela dita maldição e muito menos pelo poderio do adversário que o Benfica não venceu na Alemanha. Hoje, ao contrario do sucedido noutros tempos faltou aquilo que nos caracterizou na época passada: garra, querer e ambição.

Quem olha para o plantel do Shalke 04 e quem olha para um 11 formado por jogadores como Neuer, Metzelder, Rakitic, Jurado, Farfan, Raul e Huntelaar percebe facilmente que a classificação da equipa germânica não é representativa do seu valor. Por outro lado, quem viu a primeira meia hora de jogo, o medo que eles sentiram do Benfica, o nervosismo patente em cada jogada, a debilidade mental e técnica de 2 ou 3 jogadores, percebia facilmente que o Benfica tinha tudo para vencer o jogo e dar um passo importante rumo à qualificação.

A verdade é que, depois de um inicio muito pressionante, com jogadas de qualidade e com o controlo absoluto do jogo, o Benfica decidiu oferecer, literalmente, o jogo ao Shalke 04. Hoje não houve desculpas, hoje não houve maldições, hoje estivemos na presença de um Benfica sem coragem para ganhar.

Bem sei que não jogámos "contra o morto" e que do outro lado estava um treinador experiente, um estádio cheio e uma equipa a desesperar por vitórias, mas nós somos o Benfica e temos obrigatoriamente de jogar mais e melhor sem condicionantes que coloquem em causa a nossa vontade de vencer.

Admito desinspiração, ineficácia, erros individuais, falhas colectivas, azar, etc, etc, mas não admito, nem posso admitir, falta de vontade em ganhar. Os jogadores do clube deviam sentir-se com as "costas largas", sem medo de cair ou errar, porque apesar de este não ser o meu Benfica, eu e muitos adeptos estaremos aqui sempre "para te ajudar a levantar"...

Não gostei da atitude da equipa, que devia ter sido inteligente o suficiente para perceber quais as debilidades do adversário, para que as pudesse explorar com malícia e frieza. Não gostei das alterações de Jorge Jesus, que alterou tarde e mal. Não gostei do Maxi, nem do Fábio Coentrão. Não gostei do Cardozo a quem desejo rápidas melhoras. Não gostei da alternância constante do David Luiz e não gostei da desorganização após o segundo golo.

Vitória justa do Shalke, justíssima!



A próxima jornada será importantíssima e deverá ser encarada "à Benfica", para ganhar.

Hoje não gostei, mas "amanhã" vou lá estar. Vou lá estar sempre!

Cumprimentos

Sporting - Nacional : O Ovo de Sergio


Depois do jogo que opõs Sporting e Nacional, no passado domingo no Alvalade XXI, ficará para a história o empate que resultou no "pior arranque de sempre do Sporting" (nós somos assim, não podemos ver o Benfica mal que vamos logo a correr ser ainda piores :p), mas resumir o jogo ao seu resultado significa o esquecimento de um marco histórico na história recente do Sporting Clube de Portugal.

Durante a primeira parte o Nacional resolveu não jogar futebol (salvo 1 ataque isolado) pelo que o Sporting pode fazer o que queria. E o que fez com essa liberdade ? Nada. Até aos 15 minutos o Nacional estava completamente desorientado e o Sporting só através de Vuckcevic (que lhe apeteceu jogar, e por sinal foi também o melhor em campo) é que conseguiu criar perigo. A partir dos 15 minutos o Nacional recompos-se e subiu a linha defensiva, aniquilando o futebol do Sporting visto que os nossos centrais se esqueceram que valia fazer passes para as costas da defesa. Chegou ao ponto de, numa interrupção do jogo, Liedson descer até Carriço e pedir-lhe, explicitamente, para fazer passes longos porque não tinha jogo.

Chegamos então ao intervalo e à melhor substituição que em vi em anos de jogos em Alvalade. A equipa regressa do relvado, agora sem Djaló e... sem Liedson !

"Deve ter-se lesionado" foi o pensamento que de certeza passou pela cabeça das 22 mil pessoas naquele estádio. Liedson resolve, Liedson o 31, Liedson a única salvação do Sporting desde a saída de Mário Jardel, certamente estaria lesionado e o Sporting, que já não tinha feito grande jogo durante a primeira parte estava agora bem lixado para chegar aos 3 pontos sem ajuda do... português.

Mas eis que Paulo Sérgio quebra com 8 (!) anos de Levezinho e o substitui pelo CS9. E, como da última vez que arriscou (no jogo com o Lille) correu bem ! O Sporting, com CS9 sozinho da frente e Postiga a avançado recuado ganhou o controlo total do jogo e encostou o Nacional às cordas até ao inevitável, e notável, golo do primeiro bebé proveta português.

E para além desta quebra história ao substituir Liedson, Paulo Sérgio põs também em campo Diogo Salomão. Um puto com cara de imberbe, chuteiras vermelhas, bom toque de bola um bocado de mania e a jogar a extremo... Alvalade ACENDEU ! Só é pena ter enviado a bola ao poste (depois de, mais um, grande cruzamento de Vuk) e ter desaparecido do jogo depois disso, mas a Europa do futebol que se vá preparando, vem aí outro !


Quanto ao que aconteceu até ao fim do jogo, vocês sabem e eu sei, pelo que não vou falar sobre isso... mas e agora o que será do Sporting ? Com o fim da obrigação de ter Liedson em campo o Sporting deixa de ser obrigado a jogar com 2 pontas de lança... Matigol é a tua deixa para cumprires a minha previsão de jogador do ano, aproveita !
 

... por falar nisso, ao intervalo saíram 2 portugueses tendo sido substituidos por outros 2... há quanto tempo é que não vemos isto nos outros grandes clubes "Portugueses"?

Parabéns Porto: A vencer desde 1893!




A vencer desde 1893!

28 de Setembro de 1893 ... Porto ... nascia o FC Porto e iniciava-se um percurso de sucesso.

Pioneiro em muitas coisas (teve o primeiro campo relvado em Portugal, foi a primeira equipa a receber uma equipa estrangeira e a primeira a deslocar-se ao estrangeiro, a primeira a conquistar um tetra e depois um penta campeonato), conquista o seu primeiro título em 1912 - o Campeonato do Norte de Portugal.

Muda-se para o Campo da Constituíção e cresce significativamente vencendo em 1922 o Campeonato de Futebol.



Inaugurado o novo estádio (Antas) em 1952, depressa se quebra um jejum de 15 anos sem títulos (entre 1941 e 1955), conquista a sua primeira dobradinha em 1956 e o útlimo título em 1959 antes de iniciar uma nova e longa travessia no deserto: 18 anos sem vencer o campeonato.



Em 1978 José Maria Pedroto (o Mestre) devolve o título aos dragões e em 1982 Jorge Nuno Pinto da Costa sobe à presidência e incute no clube uma mentalidade ganhadora marcando, até agora, a época mais vitoriosa da história do Porto.

Durante a sua presidência (57 anos) ganharam-se (muitos) campeonatos, taças, supertaças, mas ganharam-se também troféus muito mais importantes e que conferem ao FC Porto uma dimensão europeia reconhecida e respeitada:

- 2 Ligas dos Campeões (1986/1987, 2003/2004)
- 1 Taça Uefa (2002/2003)
- 1 Supertaça Europeia (1987)
- 2 Taças Intercontinentais (1987, 2004)

Na época de 1986/1987, surge a primeira época de glória internacional do Porto. Com Artur Jorge no comando da equipa acontece a conquista da 1ª Liga dos Campeões (na altura ainda chamada Taçã dos Clubes Campeões Europeus) ganha ao Bayern de Munique, em Viena, com o famoso golo de calcanhar de Madjer. Nessa época conquista-se também a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental.





É o culminar de uma época de sonho e que se previa dificil de repetir até que, em 2002, chega ao Clube um senhor de nome José Mourinho.

Depois de ter auxiliado Bobby Robson na caminhada para o primeiro penta conseguido por uma equipa em Portugal, José Mourinho volta anos mais tarde, com experiência consolidada pelo seu trabalho no Barcelona com o mesmo Bobby Robson e com Louis Van Gaal, para levar o Porto novamente à glória europeia.



Embalado, não pelo teatro dos sonhos que é Old Trafford, mas pelo entretanto inaugurado Estádio do Dragão (2003) e dono de um carisma e com uma postura particular, Mourinho levou um Porto poderoso, com nomes como Baía, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Derlei, Alenitchev, McCarthy, Postiga e, especialmente, um fabuloso "mágico" de seu nome Deco, a vencer a Taça Uefa em 2002/2003 e a Liga dos Campeões no ano seguinte (2003/2004).





Mas não só de futebol vive o clube. Vencedor regular em modalidades com o Basquetebol, o Andebol e especialmente o Hóquei onde é considerada uma das melhores equipas do mundo e onde já leva 9 campeonatos consecutivos, tem ainda uma enorme reputação em modalidades mais "desconhecidas" como o bilhar, tendo na sua equipa, por exemplo, Daniel Sánchez reconhecido como um dos melhores jogadores de bilhar às 3 tabelas (ou carambola) e 2 vezes campeão do mundo.

Os jogadores passam, os presidentes passam, os adeptos passam, mas o clube fica e ficará, tal como os títulos ... os que já se ganharam e os que ainda se ganharão.

Por todas as alegrias que me deu e todas as que ainda dará, tenho hoje o prazer de dar os parabéns ao FC Porto, pelos seus 117 anos.

Parabéns PORTO!

Marítimo vs Benfica: Escasso...


O Benfica deslocou-se no sábado à Madeira para defrontar o Marítimo num jogo a contar para a 6ª Jornada do campeonato Nacional. O Benfica ainda não tinha vencido fora de casa e estava obrigado a vencer para não se atrasar (ainda mais) na luta pelo título.

O Marítimo vive um momento complicado: está no último lugar no campeonato, mudou de treinador à pouco tempo e a equipa parece "sem bagagem" para dar a volta... Contudo, o estádio dos Barreiros é um estádio tradicionalmente difícil para os grandes e as debilidades evidenciadas pelo Benfica neste início de época faziam antever um jogo complicado.

Contudo, pese embora a ausência de Aimar , o Benfica apresentou-se muito forte nos Barreiros com um ataque formado por Fábio Coentrão na esquerda, Martins no meio e Gaitan a jogar na direita, atrás dos avançados Saviola e Cardozo.

Desde cedo se viu que Alonso não tinha velocidade para acompanhar as investidas de Gaitan (talvez motivado pela convocatória para a selecção Argentina) e que Carlos Martins, Saviola e Cardozo estavam endiabrados.

As oportunidades de golo sucederam-se, acompanhadas com falhanços ridículos de Gaitan e Saviola. Pelo meio, João Capela teve uma excelente oportunidade para assinalar um penalti a favorecer o Benfica, mas preferiu fazer "o difícil" e mandar seguir:


Do outro lado, Roberto brilhou em duas situações e corou a sua exibição com esta defesa muito importante:


Neste vídeo, nota ainda para o minuto 1:37, em que há uma possível grande penalidade a favorecer o Marítimo. Para mim, embora Maxi toque em Baba não me parece suficiente para marcar grande penalidade.

Ao intervalo o empate mantinha-se, muito por culpa do Benfica que não conseguiu concretizar as muitas oportunidades de golo que teve... veio-me à memória o último jogo que tivemos na Madeira...

Na segunda parte, só deu Benfica... que mostrou a outra face de Cardozo a desperdiçar dois golos ridículos. Por outro lado, Fábio Coentrão (o melhor em campo na segunda parte), mostrou ao Paraguaio como se faz e fez o 0-1 para o Benfica que seria o resultado final:


Em suma, resultado justo mas escasso do Benfica que teve uma excelente oportunidade para voltar às goleadas que caracterizaram a época passada...

Destaques positivos para as grandes exibições de Fábio Coentrão, Roberto, Gaitan e Carlos Martins.

Força Benfica!

Eu acredito!
 
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