O Título? È por ali!

Uiii tanta expulsão e saber gerir com categoria. Nada dizer das expulsões dos jogadores do Marítimo. Na primeira são palavras dirigidas ao árbitro e na segunda é uma mão clara que dava golo certo de Cardozo. Podemos discutir o que poderá ter sido dito a João Ferreira, nada mais. No segundo lance a mão é ostensiva e depois surge aquela troca que o árbitro soube corrigir e ponto.

Culpa exclusiva dos jogadores do Marítimo que a partir do momento que perceberam que podiam “apertar” esteve muito bem o árbitro em não deixar. Para finalizar faltou o amarelo-alaranjado para Paulo Jorge por ter ceifado o Di Maria. Na minha opinião sincera prefiro jogar de onze para onze mas isso não é culpa do Benfica nem do árbitro.

È culpa exclusiva dos jogadores do Marítimo que perderam completamente a cabeça de um momento para o outro.

Primeira parte com 30 minutos maus da parte do Benfica mas sem grande aproveitamento da equipa do Marítimo. Equipa encaixadas e só mesmo o talento de Cardozo numa jogada louca em que só ao quarto remate é que Peçanha a foi buscar lá dentro. Saviola oportuníssimo a aproveitar a perseverança e a sede de golo de Cardozo. È a grande dupla do campeonato.

Saviola 5 milhões Ha ha ha ha! :)

Na segunda há futebol de sentido único com esporádicos ataques do Marítimo que não deram em nada. Houve tempo para fazer descansar jogadores, houve tempo para ver Èder Luís (está ali jogador) e para ver mais um golo de Luisão nas alturas claro como a água. Destacar obviamente o árbitro desta vez pela negativa ou não.
Pela negativa porque de facto fica por expulsar o central que faz falta sob Eder Luís quando este partia sozinho para o contra ataque. Só procurou o jogador. De resto mais uns amarelos por mostrar por entradas fora de tempo.

Pelo contrario penso que esteve bem o árbitro em não ter mostrado muitos mais cartões. Diz o bom senso que deve fazê-lo mesmo que seja uma questão delicada porque no fundo acaba por não fazer cumprir a lei.

Os jogadores do Marítimo entraram bem, mas levam a estocada final com o primeiro golo do Benfica. A partir daí descontrolaram-se completamente, deixaram de jogar por culpa própria porque até a esse momento estavam e bem a criar problemas ao Benfica.

Arbitragem incólume de João Ferreira até para espanto meu!

O Benfica ganhou com justiça, bom jogo de Aimar, Saviola, Cardozo e Di Maria, cada vez mais um quarteto de luxo. Bom jogo igualmente de Maxi, David e Luisão. No fundo o Benfica soube aproveitar o descontrolo dos jogadores do Marítimo e a chapa foi 5 golos mas poderiam ter sido mais não fosse mais importante neste momento para o Benfica o assegurar o resultado e descansar.

Mais uma vitória com humildade, união e talento assim se faz um candidato ao título.

Esta equipa tem estofo!
Força Benfica

Cumprimentos

O dia em que o autocarro fez tremer o Dragão



16ª Jornada da Liga Sagres

Estádio do Dragão 19.15

Assistência: 26709 espectadores

Equipa do FCP: Helton, Fucile(Guarin 75,'), Bruno Alves, Rolando e Alvaro Pereira; Tomas Costa (Farias 60'), Raul Meireles e Belluschi (Mariano Gonzalez 80'); Varela, Rodriguez e Falcão


Resultado final 1-1



Destaques positivos:

* Falcão

* Cássio

* Substituições


Destaques negativos:

* Assistência

* Rodriguez

* Falta de criatividade nos últimos metros

O início da 2ª volta chegou e com 4 pontos de atraso para os duo da frente, o FCP entra em campo com a possibilidade de acertar contas com uma equipa que arrancou um empate na abertura do campeonato.

Os 1os 5 minutos são puro engano, óptimo para colocar na abertura de qualquer peça jornalistica que tentar justificar o injustificável nesta partida. O jogo foi única e exclusivamente de sentido único, com o FCP a carregar no acelarados desde início.

O 1º canto da partida é conquistado pela equipa pacense mas por aí se ficou em jogadas de envolvimento ofensivo pela 1ª parte. Uns 10 minutos a provar que têm uma equipa habilidosa mas que cedo entrou em mode "autocarro". Perde o espectáculo, mas é compreensível dado ocuparem o último lugar e sobretudo depois de Olhanense e Vitoria de Setubal terem pontuado.

O voo do árbitro Rui Costa aos 7 minutos anima as bancadas.. e o FCP toma conta das ocorrências. Transições rápidas, um Belluschi para mim a continuar uns 15 metros atrás da sua posição, o Porto ia cercando a baliza mas não encontrava municiadores para Falcão, sozinho entre 3 centrais do Paços pudesse fazer a diferença.

Tomás Costa, o eleito para substituir Fernando tem um bom lance com um remate a sair um pouco ao lado do poste esquerdo de Cássio, tendo de seguida uma perdida de bola infantil que lança o Paços em contra ataque. Um jogador que oscila entre o bom e o medíocre, mas que oferece ao Porto maior rapidez na transição da bola para o ataque.

Aproveitando a época de saldos, a APAF continua com a sua promoção: a cada 2 golos do Porto, apenas validaremos 1, o outro pode festejar gratuitamente. É o 3º golo anulado ao avançado colombiano do Porto em 2 jornadas.

Já que as alas, não faziam chegar jogo ao PL portista, Meireles descobre Falcao na área e este faz um golo de fino recorte passando a bola por cima do GR adversário. Este é prontamente anulado, pois o avançado portista parte, não em linha mas atrás de 2/3 jogadores do Paços de Ferreira.

Sucedem-se os lances, Falcão desperdiça agora um golo à boca da baliza de cabeça, Belluschi tem também oportunidade de abrir o activo mas o resultado permanece inalterado até ao intervalo.

A 2ª parte abre com a meia-distãncia de Meireles, a tentar furar a muralha do Paços que com o tempo começa a entrar em falta sobre os jogadores do FCP recebendo num espaço de 1 minuto, 2 cartões amarelos. Jesualdo conferencia com José Gomes desde a 1ª parte opções para o FCP encontrar maneira de marcar pela 2ª vez no Dragão, a 1ª a valer.

Decide-se pela opção Farias, a dupla começa a dar frutos resultando desde logo um conjunto de oportunidades, inconsequentes para desespero da assistência.

É com o final do jogo em aproximação e o FCP num 3-3-4 que numa jogada de desatenção colectiva surge o impensável. Os Deuses do futebol decidem dar uma facada na única equipa em campo. O Paços chega ao golo, com Maykon a responder a um cruzamento da direita numa jogada rápida de contra-ataque. O anti-futebol, o "chuta-para-a-frente-e-fé-em-Deus-e-no relógio" brindava a equipa da capital do móvel!

Encaminho-me para o meu computador, onde início a redacção desta crónica quando o FCP marca. Infelizmente, surge um S.Cássio até então desaparecido que faz um punhado de defesas do outro mundo, para gaúdio da moral dos castores. O árbitro Rui Costa ainda vê uma mão de Ozeia onde mais ninguem viu e assinalou um pontapé de baliza a segundos do final do tempo de compensação num lance que daria canto para o FCP, que a única coisa que teve direito foi um par de amarelos para Guarin e Bruno Alves por protestos.

Pouco depois, termina a partida.. há festa rija no relvado. Por vezes a técnica da força vence a força da técnica, mas com o FCP a não deslumbrar mas a fazer uma exibição de muito sangue, suor e lágrimas, é com desalento que vejo 2 pontos a fugir do Dragão (este Paços roubou 4).

Não vejo apitos coloridos no Dragão, vejo sim incompetência, uma inépcia em aplicar as leis do jogo, o modo como se continua a favorecer o anti-jogo.. mas isso é um cancro com que infelizmente os adeptos dos grandes clubes portugueses vivem! Ao FCP não basta ser melhor do que o adversário, este ano tem que se transcender para poder aspirar a algo mais. Incompreensível!


Concluo esta crónica com uma nota: Não sou contabilista e tenho memória curta para golos anulados, mas 3 golos anulados em 2 jornadas a um jogador que tem 11 golos marcados, fariam de Falcão a par do paraguaio Cardozo o melhor marcador da Liga. Apesar de hoje não ter sido tão letal, foi uma excelente aquisição esta!

Assistências


Vimos que jogos da Taça da Liga disputados ontem tiveram assistências fracas. Dizem as más línguas que a culpa maior era a chuva, mas isso não impede de em Inglaterra vermos estádios cheios e mesmo á chuva.

É claro que lá o poder de compra é maior, a qualidade de vida é melhor etc mas isso não é desculpa. A razão é que o futebol jogado cá é mais futebol estragado por dirigentes que gostam de destabilizar com casos de arbitragem, casos de túneis ou algo mais.

Reparei que no jogo Manchester United-Leeds United estiveram 74526 pessoas a assistir ao jogo e o Leeds está na Division One. Reparem que está a duas divisões abaixo do Manchester United. Se fosse um FCP-Boavista nem meia casa teria...e o Boavista está a duas divisões abaixo.

Que se pode fazer para inverter esta tendência? Sei que não é fácil mudar mentalidade das pessoas nestas coisas, mas algo tem de ser feito para que o futebol português passe a ter estádios cheios e melhore a qualidade das suas equipas esquecendo casos futebol.

Não havia necessidade..


Depois de Vitor Pereira ter feito o verniz estalar com as recentes declarações de que as arbitragens não estariam a ser imparciais, o mais alto responsável nomeia árbitros que estão a levantar um murmúrio de espanto e surpresa entre os adeptos.


Depois de João Ferreira ter arbitrado o AAC-FCP (estando envolvido no processo que opoem os encarnados aos azuis-e-branco no famigerado caso do túnel), merecendo o comentário: "uma insensatez" da parte de João Pinto - treinador adjunto do Porto - o juíz é agora escalado para apitar o Marítimo-SLB.


Por outro lado, Lucílio Baptista, que teve uma arbitragem menos conseguida no Benfica-FCP com queixas dos 2 lados da barricada, vai marcar presença em Coimbra para arbitrar o emocionante AAC-SCB.

Bruno Paixão foi nomeado para a partida entre o Sporting e o Nacional da Madeira.


Em defesa do meu artigo, acho que os árbitros como seres humanos com liberdade de opção, têm todo o direito de serem adeptos de um determinado clube (desde que obviamente cumpram as regras do jogo), mas assim como Olegário Benquerença anda desaparecido das nomeações após o SLB-Nacional, assim como Elmano Santos esta semana, julgo que falta tacto a quem distribui os senhores do apito pelos principais campos desta jornada.


Numa outra intervenção passada, Vitor Pereira afirmou que eram os comentadores que estavam a matar o futebol, mas com estas minas e acendalhas que inexplicavelmente continua a colocar nos campos de futebol, diria que explosões de indignação e incendiários não irão faltar na próxima semana.. Ai, o quanto eu gostava de não ter razão!

...alguém pode acabar com esta Competição?

Taça da Cerveja
2ª Jornada – Grupo C

Estádio D. Afonso Henriques

V. Guimarães 1 vs Benfica 1
Golos:
Douglas e Coentrão


V. Guimarães: Serginho, Alex, Leandro, Sereno, Milhazes, Moreno, Custódio, Fábio Felício, Jorge Gonçalves, Targino e Douglas.

Suplentes: Nilson, Roberto, Nuno Assis, Desmarets, Andrezinho, Marquinho e João Alves.

Benfica: Júlio César, Maxi Pereira, Roderick, Luisão, David Luiz, Ramires, Aimar, Fábio Coentrão, César Peixoto, Nuno Gomes e Éder Luís.

Suplentes: Moreira, Javi Garcia, Cardozo, Carlos Martins, Weldon, Di María e Miguel Vitor

Benfica e Vitória defrontaram-se esta noite em jogo a contar para a tão prestigiada Carlsberg Cup. Conseguia escrever alguns parágrafos sobre este jogo, mas penso que dizer que “o jogo foi uma porcaria, à semelhança do relvado e do tempo” resume muito bem o jogo!



Qualquer uma das equipas poderia ter ganho o jogo, sendo que o destaque vai mesmo para os dois guarda-redes que estiveram, salvo raras excepções, muito certinhos! Considero, portanto, que o resultado se ajusta perfeitamente.

Sobre o Benfica, foi visível que para Jorge Jesus o resultado não era o mais importante (não foi por isso que deixou de estar 90 minutos à chuva). Num terreno de jogo miserável (Atenção! O relvado do D. Afonso Henriques é óptimo, mas não há relvado que resista a este dilúvio), JJ optou por colocar alguns jogadores fortíssimos no ponto de vista físico(?): Aimar, Coentrão, Nuno Gomes, Éder Luiz e Roderick! Nem era o jogo para Éder mostrar o que valia, nem para Aimar regressar depois de uma lesão, mas opções são opções.

Quanto ao árbitro (desta parte é que o pessoal gosta que eu fale) … Aimar deveria ter sido expulso! Não há dúvidas nenhumas. Ou será que há? José, segundos antes Aimar sofreu falta, se o árbitro tivesse marcado, Aimar não teria reagido. Deveria ou não ter sido expulso? Claro que devia.


Vejo ainda muita gente a falar de “como consegue David Luiz ficar em campo 90 minutos?”. Eu pergunto… como chegaram Moreno e Alex ao intervalo?
Contudo, penso que a arbitragem não teve qualquer influência no resultado e o árbitro conseguiu controlar o jogo depois de alguns problemas na primeira metade.

Quanto ao grupo, fica tudo em aberto para a última jornada! É isto que o pessoal quer! Venham mais jogos bonitos e com estádios cheios, como estes, os da Taça da Liga!

Cumprimentos

FCP não fez a "cadeira" vai à prova oral no Estoril


2ª Jornada do Grupo A da Taça da Liga

Estádio Cidade de Coimbra, Coimbra

19.00 h Transmissão SportTV

1067 espectadores


Académica: Rui Nereu; Pedro Costa, Berger, Orlando e Emídio Rafael; Tiero, Paulo Sérgio e Diogo Gomes; Sougou, Licá e João Ribeiro

Substituição: João Ribeiro por Amaury (62min); Emídio Rafael por Hélder Cabral (76min) Diogo Fontes por André Fontes (81min)


F.C. Porto: Nuno; Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho e Fucile; Prediger, Tomás Costa, Guarín e Valeri; Farías e Mariano

Substituições: Prediger por Orlando Sá (58min), Valeri por Sérgio Oliveira (74min), Farías por Yero (84min)


Disciplina: Cartão amarelo para Emídeo Rafael (22min), Sougou (90min) e Miguel Lopes (90+4min)



Destaques positivos:

* Nuno Espírito Santo

* Mariano Gonzalez

* Audácia nas substituições


Destaques negativos:

* Assistência

* Resultado

* Atitude da 1ª parte



Dia chuvoso em Coimbra que deixou marcas no Estádio da Académica. A comitiva do FCP chegou a Coimbra por volta das 18.00h, escoltada pela polícia com a comitiva a ser composta por um grupo de jogadores menos acostumados a pertencerem ao 11 inicial de Jesualdo que têm assim na Taça da Liga uma soberana oportunidade de demonstrarem o seu verdadeiro potencial.


O jovem treinador da Académica poupa também algumas caras conhecidas como Lito, Pedrinho, Cris e Éder mas apresenta um onze com mais rotinas e processos bem estruturados que se fazem notar desde o soar do apito do árbitro João Ferreira.


Uma 1ª parte onde o futebol praticado pela equipa visitante deixa a desejar, tornando a escrita desta crónica um autêntico exercício de memória para tentar encontrar algum lance de relevo. Foi sempre a equipa dos "estudantes" que se mostrou mais activa, com Paulo Sérgio e Tiero a comandarem a operações a meio campo perante a apatia da tripla sul-americana do meio campo portista. A espaços, a meia distância de Tiero, algumas bolas lançadas para as costas da defensiva portista sem consequências de maior. O FCP apenas através de lances de bola parada cobrados por Valeri parecia dizer que havia ali uma equipa do outro lado interessada em discutir o resultado.


A fechar a 1ª parte há um lance de fora de jogo mal assinalado a Guarín, na única jogada com cabeça tronco e membros desenhada pelo FCP.

É agora tempo de intervalo e estou certo que os jogadores do Porto vão ouvir das boas do treinador, pois não estão a suar a camisola e podem, mas sobretudo devem mostrar mais e melhor.


Com o início da 2ª parte um FCP q.b reentra na partida, com mais alguma energia mas o primeiro sinal mais vai para a Académica. Jesualdo decide mexer e coloca Orlando Sá em detrimento de Prediger. Remate forte de Guarin para acordar os pouco mais de 1000 adeptos. Opoem-se Nuno nos minutos seguintes a boa jogada da Académica finalizada por Sougou.

O jogo entra na sua fase mais interessante num ping-pong sucessivo de oportunidades entre as duas balizas. Um futebol aos repelões ia trazendo emoção e alguma incerteza face ao resultado final.


Algumas estiradas de elevado nível num duelo com o endiabrado Sougou. Destaque para os lances de Mariano e Sérgio Oliveira e para um final de encontro emocionante junto da área portista onde Sougou simula um penalti que João Ferreira prontamente interrompe a partida para admoestar o jogador academista.


Pouco depois soa o apito que manda toda a gente para os balneários e é a Académica que fica a sorrir pois tem vantagem em relação ao FCP (2 golos marcados e um sofrido contra apenas 1 golo marcado e nenhum sofrido) e depende única e exclusivamente de si para seguir em frente.


Destaque ainda para o empate entre Leixões e Estoril que as obrigam a muitas contas e a escassas possibilidades de seguirem em frente na competição.


Cumprimentos desPortistas



P.S: Por motivos profissionais vou ausentar-me do blog uns dias, mas conto ter a oportunidade de fazer a crónica relativa ao próximo jogo da Liga Sagres entre o FCP e o Paços de Ferreira em tempo útil. Aos que me seguem e aos administrados do espaço as minhas desculpas
Fonte da imagem: Paulo Novais/LUSA

Carta


Caro Jorge,

Ainda bem que apareceste. O cerco começa a apertar-se e está na hora de te mexeres. O cerco já muitas vezes se apertou e tu, principalmente nos últimos anos, até te deste bem com isso, mas desta vez esse mesmo cerco não se chama nem Sporting, nem Braga, chama-se antes, Benfica.

Estas tuas aparições, embora raras, começam a ser já bastante previsíveis. Quando aclamanos e vitimizamo-nos sempre do mesmo, corremos o risco de perder alguma credibilidade no nosso monótono discurso. Todavia, eu percebo esse teu imutável disserto: Só um eventual triunfo do Benfica te apoquenta. É sabido que, desde que o Benfica não seja campeão, para ti está tudo bem.

Gostei da forma como tu ontem, no teu tribunal, leste a tua própria sentença: Ilibado. Sim, porque pelos vistos, nos outros tribunais, todos os teus processos foram arquivados e por isso proclamas-te inocente numa Justiça portuguesa "Fantástica". Tão "Fantástica" que até conseguiu arquivar um processo de escutas telefónicas que se tornaram públicas. Mas, realmente... que mal tem falar de fruta e de café com leite ao telefone? Não tem.

Apesar de seres 50 anos mais velho do que eu e de me mereceres algum respeito, eu não me deixo de indignar. Todavia, também não me deixo de alegrar. Cada vez que sais da toca é sinal que o Benfica está na iminência de triunfar.

Ainda bem que apareceste.

Lisboa, 12 de Janeiro de 2010.

 
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