...alguém pode acabar com esta Competição?

Taça da Cerveja
2ª Jornada – Grupo C

Estádio D. Afonso Henriques

V. Guimarães 1 vs Benfica 1
Golos:
Douglas e Coentrão


V. Guimarães: Serginho, Alex, Leandro, Sereno, Milhazes, Moreno, Custódio, Fábio Felício, Jorge Gonçalves, Targino e Douglas.

Suplentes: Nilson, Roberto, Nuno Assis, Desmarets, Andrezinho, Marquinho e João Alves.

Benfica: Júlio César, Maxi Pereira, Roderick, Luisão, David Luiz, Ramires, Aimar, Fábio Coentrão, César Peixoto, Nuno Gomes e Éder Luís.

Suplentes: Moreira, Javi Garcia, Cardozo, Carlos Martins, Weldon, Di María e Miguel Vitor

Benfica e Vitória defrontaram-se esta noite em jogo a contar para a tão prestigiada Carlsberg Cup. Conseguia escrever alguns parágrafos sobre este jogo, mas penso que dizer que “o jogo foi uma porcaria, à semelhança do relvado e do tempo” resume muito bem o jogo!



Qualquer uma das equipas poderia ter ganho o jogo, sendo que o destaque vai mesmo para os dois guarda-redes que estiveram, salvo raras excepções, muito certinhos! Considero, portanto, que o resultado se ajusta perfeitamente.

Sobre o Benfica, foi visível que para Jorge Jesus o resultado não era o mais importante (não foi por isso que deixou de estar 90 minutos à chuva). Num terreno de jogo miserável (Atenção! O relvado do D. Afonso Henriques é óptimo, mas não há relvado que resista a este dilúvio), JJ optou por colocar alguns jogadores fortíssimos no ponto de vista físico(?): Aimar, Coentrão, Nuno Gomes, Éder Luiz e Roderick! Nem era o jogo para Éder mostrar o que valia, nem para Aimar regressar depois de uma lesão, mas opções são opções.

Quanto ao árbitro (desta parte é que o pessoal gosta que eu fale) … Aimar deveria ter sido expulso! Não há dúvidas nenhumas. Ou será que há? José, segundos antes Aimar sofreu falta, se o árbitro tivesse marcado, Aimar não teria reagido. Deveria ou não ter sido expulso? Claro que devia.


Vejo ainda muita gente a falar de “como consegue David Luiz ficar em campo 90 minutos?”. Eu pergunto… como chegaram Moreno e Alex ao intervalo?
Contudo, penso que a arbitragem não teve qualquer influência no resultado e o árbitro conseguiu controlar o jogo depois de alguns problemas na primeira metade.

Quanto ao grupo, fica tudo em aberto para a última jornada! É isto que o pessoal quer! Venham mais jogos bonitos e com estádios cheios, como estes, os da Taça da Liga!

Cumprimentos

FCP não fez a "cadeira" vai à prova oral no Estoril


2ª Jornada do Grupo A da Taça da Liga

Estádio Cidade de Coimbra, Coimbra

19.00 h Transmissão SportTV

1067 espectadores


Académica: Rui Nereu; Pedro Costa, Berger, Orlando e Emídio Rafael; Tiero, Paulo Sérgio e Diogo Gomes; Sougou, Licá e João Ribeiro

Substituição: João Ribeiro por Amaury (62min); Emídio Rafael por Hélder Cabral (76min) Diogo Fontes por André Fontes (81min)


F.C. Porto: Nuno; Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho e Fucile; Prediger, Tomás Costa, Guarín e Valeri; Farías e Mariano

Substituições: Prediger por Orlando Sá (58min), Valeri por Sérgio Oliveira (74min), Farías por Yero (84min)


Disciplina: Cartão amarelo para Emídeo Rafael (22min), Sougou (90min) e Miguel Lopes (90+4min)



Destaques positivos:

* Nuno Espírito Santo

* Mariano Gonzalez

* Audácia nas substituições


Destaques negativos:

* Assistência

* Resultado

* Atitude da 1ª parte



Dia chuvoso em Coimbra que deixou marcas no Estádio da Académica. A comitiva do FCP chegou a Coimbra por volta das 18.00h, escoltada pela polícia com a comitiva a ser composta por um grupo de jogadores menos acostumados a pertencerem ao 11 inicial de Jesualdo que têm assim na Taça da Liga uma soberana oportunidade de demonstrarem o seu verdadeiro potencial.


O jovem treinador da Académica poupa também algumas caras conhecidas como Lito, Pedrinho, Cris e Éder mas apresenta um onze com mais rotinas e processos bem estruturados que se fazem notar desde o soar do apito do árbitro João Ferreira.


Uma 1ª parte onde o futebol praticado pela equipa visitante deixa a desejar, tornando a escrita desta crónica um autêntico exercício de memória para tentar encontrar algum lance de relevo. Foi sempre a equipa dos "estudantes" que se mostrou mais activa, com Paulo Sérgio e Tiero a comandarem a operações a meio campo perante a apatia da tripla sul-americana do meio campo portista. A espaços, a meia distância de Tiero, algumas bolas lançadas para as costas da defensiva portista sem consequências de maior. O FCP apenas através de lances de bola parada cobrados por Valeri parecia dizer que havia ali uma equipa do outro lado interessada em discutir o resultado.


A fechar a 1ª parte há um lance de fora de jogo mal assinalado a Guarín, na única jogada com cabeça tronco e membros desenhada pelo FCP.

É agora tempo de intervalo e estou certo que os jogadores do Porto vão ouvir das boas do treinador, pois não estão a suar a camisola e podem, mas sobretudo devem mostrar mais e melhor.


Com o início da 2ª parte um FCP q.b reentra na partida, com mais alguma energia mas o primeiro sinal mais vai para a Académica. Jesualdo decide mexer e coloca Orlando Sá em detrimento de Prediger. Remate forte de Guarin para acordar os pouco mais de 1000 adeptos. Opoem-se Nuno nos minutos seguintes a boa jogada da Académica finalizada por Sougou.

O jogo entra na sua fase mais interessante num ping-pong sucessivo de oportunidades entre as duas balizas. Um futebol aos repelões ia trazendo emoção e alguma incerteza face ao resultado final.


Algumas estiradas de elevado nível num duelo com o endiabrado Sougou. Destaque para os lances de Mariano e Sérgio Oliveira e para um final de encontro emocionante junto da área portista onde Sougou simula um penalti que João Ferreira prontamente interrompe a partida para admoestar o jogador academista.


Pouco depois soa o apito que manda toda a gente para os balneários e é a Académica que fica a sorrir pois tem vantagem em relação ao FCP (2 golos marcados e um sofrido contra apenas 1 golo marcado e nenhum sofrido) e depende única e exclusivamente de si para seguir em frente.


Destaque ainda para o empate entre Leixões e Estoril que as obrigam a muitas contas e a escassas possibilidades de seguirem em frente na competição.


Cumprimentos desPortistas



P.S: Por motivos profissionais vou ausentar-me do blog uns dias, mas conto ter a oportunidade de fazer a crónica relativa ao próximo jogo da Liga Sagres entre o FCP e o Paços de Ferreira em tempo útil. Aos que me seguem e aos administrados do espaço as minhas desculpas
Fonte da imagem: Paulo Novais/LUSA

Carta


Caro Jorge,

Ainda bem que apareceste. O cerco começa a apertar-se e está na hora de te mexeres. O cerco já muitas vezes se apertou e tu, principalmente nos últimos anos, até te deste bem com isso, mas desta vez esse mesmo cerco não se chama nem Sporting, nem Braga, chama-se antes, Benfica.

Estas tuas aparições, embora raras, começam a ser já bastante previsíveis. Quando aclamanos e vitimizamo-nos sempre do mesmo, corremos o risco de perder alguma credibilidade no nosso monótono discurso. Todavia, eu percebo esse teu imutável disserto: Só um eventual triunfo do Benfica te apoquenta. É sabido que, desde que o Benfica não seja campeão, para ti está tudo bem.

Gostei da forma como tu ontem, no teu tribunal, leste a tua própria sentença: Ilibado. Sim, porque pelos vistos, nos outros tribunais, todos os teus processos foram arquivados e por isso proclamas-te inocente numa Justiça portuguesa "Fantástica". Tão "Fantástica" que até conseguiu arquivar um processo de escutas telefónicas que se tornaram públicas. Mas, realmente... que mal tem falar de fruta e de café com leite ao telefone? Não tem.

Apesar de seres 50 anos mais velho do que eu e de me mereceres algum respeito, eu não me deixo de indignar. Todavia, também não me deixo de alegrar. Cada vez que sais da toca é sinal que o Benfica está na iminência de triunfar.

Ainda bem que apareceste.

Lisboa, 12 de Janeiro de 2010.

Antevisão AAC-FCP


E o árbitro nomeado para o AAC-FCP de próxima 4ª feira é o João "pode ser o João" Ferreira, parafraseando o presidente do Spor Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira.


O 4º árbitro do jogo da Luz, que por sua indicação excluiu os jogadores Hulk e Sapunaru por tempo indeterminado foi escolhido pelo sr. Vitor Pereira para apitar o decisivo encontro do grupo A da Taça da Liga.


Há com cada coincidência..


Não deixa de ser um jogo para ganhar e assegurar o 1º lugar do grupo, de modo a jogar a meia-final em casa. Deve manter-se o regime de rotatividade no plantel, mas entendo que deve ser feito de um modo racional colocando peças "novas" ao lado das engrenagens mais oleadas (por exemplo um Maicon com Bruno Alves na defesa, um Prediguer e um Valeri com Raul Meireles)


O jogo será em Coimbra, amanhã pelas 19.00 e terá a transmissão da SportTv1.


O meu onze: Beto, Miguel Lopes, Alvaro Pereira, Bruno Alves e Nuno André Coelho; Prediguer, Valeri e Raul Meireles; Mariano Gonzalez, Farias e Rodriguez.



P.S: É com interesse que acompanho as declarações proferidas pelo presidente do FCP, que chama a atenção para um aspecto por muitos relativizado, o facto de os processos levantados contra o clube que mereceram a defesa pessoal do presidente portista, foram todos arquivados e o nome saiu limpo da justiça dos tribunais. Em relação à opção pela não defesa dos 6 pontos que foram retirados, sabe-se agora que injustamente dado que o processo chegou ao fim, sempre concordei com a decisão da estrutura do FCP - basta recordar que o ano passado o FCP não se teria sagrado tetracampeão com esses menos 6 pontos!


Referência também para o elogio público ao central titular do FCP e da Seleção Nacional que parece estar de pedra e cal no clube. Contudo, julgo que após esta sessão dupla de intervenções públicas se deverá afastar dos holofotes do mediatismo sob pena de ser mal interpretado por alguns sectores mais susceptíveis da opinião pública. Tem agora a "palavra" Jesualdo e a sua equipa em campo onde se esperam melhores exibições a curto prazo.


Sporting - Leixões: Já jogamos !



Na defesa,
Não passa nada !
Resolve tudo...
à cabeçada !
É o Tonel, É o Tonel !


É certo que foi só aos 89 min que através de Tonel mas, em Alvalade, a opinião que me ficou foi que este Sporting ao menos já joga à bola.

Poderão parecer espectativas demasiado baixas, mas depois do que já vi esta época o facto de o Sporting conseguir passar um jogo a construir jogadas de ataque sucessivas, ainda que não concretizadas.

Esta dificuldade em concretizar resulta de 2 jogadores:

Helder Postiga, que tenha toda a importância que tenha na construção de jogadas (?), isso não compensa as falhas sucessivas acertar na baliza. Para mais com Saleiro em fase de crescimento (se se mantiver há que tê-lo em atenção, mas só aí), Liedson e Djaló recuperados e Pongolle disponível (ou não...), não há lugar na equipa para Postiga. De facto já não havia há algum tempo, mas não havia mais ninguém para jogar.

Adrien, que confirmou a grande fase de Veloso, ao não consistir aliar a consistência defensiva que dá à equipa (?) com a construção de jogo que Veloso consegue. Moutinho também andou algo perdido, sendo que a certa altura era a Tonel a quem a equipa dava a bola para construir jogadas.

Por outro lado quem jogou bem... :

João Pereira, travestido de ex-jovem da Academia (leia-se cabelo escuro curto e uma atitude modesta) nã0 teve grande dificuldade em tirar o lugar a Abel, mas não conseguiu manter o disfarce durante o jogo todo, revelando hábitos antigos quando cavou uma falta ao pé da área do Leixões ou um dos amarelos... mas agora joga por nós, por isso rejubilemos !

Rui Patrício, que fez (apenas e só) 2 defesas. Ambas soberbas, garantindo os 3 pontos ao Sporting... a 2ª a cabeceamento de Pongolle...

Pongolle, não fez grande coisa. Mostrou que é rápido, num sprint contra um defesa do Leixões e que tem algum controlo de bola. Lesionou-se, dizem, o que permitirá a Saleiro jogar com Liedson no próximo jogo... e quando voltar ?



Isto promete !

De besta a bestial.. um acto de fé e esperança!



Domingo 10 de Janeiro, 19.15



Estádio do Dragão 15ª jornada



Espectadores: 24.209



F.C Porto: Helton, Miguel Lopes, Alvaro Pereira, Bruno Alves(Cap.) e Rolando; Fernando, Raul Meireles e Belluschi; Varela, Falcão e Rodriguez.

Substituições: Farías por Miguel Lopes (60min), Falcão por Mariano (85min) e Belluschi por Tomás Costa (86 min)

Resultado final: 3-2 (Falcão 14; Bruno Alves 36; Falcão 63 - Diego Gaúcho 32; Ronny 50)


O FCP entrava em campo com a consciência que os rivais directos haviam conquistado preciosos 3 pontos frente a equipas que estão a realizar um bom campeonato, grupo onde a equipa de Leiria também se inclui, e dada a diferença pontual não se poderia cometer um deslize.

Num país a tremer de frio e vestido de branco, foram os azuis-e-brancos os primeiros a aquecer a partida com uma sucessão de jogadas rápidas, rondando a baliza leiriense. Longe estariam os mais de 24.000 adeptos de pensar que o FCP lhes iriam também fazer ferver a paciência.
Decorridos 14 minutos, e após uma arrancada de Varela que começa no meio campo, ultrapassa uma série de jogadores até ser desarmado na grande área, a bola ressalta para Belluschi que remata para defesa do sérvio guarda-redes leiriense, sobrando a bola para o colombiano Falcão que,oportuno,abre o activo.

Foi então que recordei as palavras de Pinto da Costa a meio desta semana, prometendo a conquista do campeonato para dedicar ao grande José Maria Pedroto de quem o meu pai fala com saudade. O mote estava lançado e os jogadores pareciam ter entrado neste 2010 com a garra que, por tantas vezes, parece alheada por entre processos defensivos e transições rápidas apregoadas pelo treinador.

Ano Novo, velhos hábitos e a equipa recuou as linhas e consentiu um golo infantil com responsabilidades para a organização defensiva zonal com que o FCP aborda os lances, num pontapé livre directo cobrado por Ronny (o melhor jogador do Leiria nesta partida), daquelas faltas que só em Portugal se marcam.
Prontamente o Porto partiu para o ataque e num já clássico lance de canto cobrado na direita por Raúl Meireles Bruno Alves aparece à entrada da área e com uma potente cabeçada faz os adeptos saltar das cadeiras. Entretanto, chega o intervalo e estava confiante de que iriamos continuar na mesma toada de modo a assegurar os 3 pontos o mais rapidamente possível.

A 2ª parte joga-se num ritmo lento e desinteressante até ao lance que origina o golo da União de Leiria, num brinde da defensiva do Porto apenas justificável pelo frio que estava que deverá ter "congelado" um par de neurónios naquele flanco direito, permitindo a Ronny disferir um remate que acaba por trair Helton após um ressalto. (Quantos golos, mas sobretudo quantos pontos já não terão custado ao Porto estes golos em ressaltos e auto-golos este ano?)
Com o credo na boca mas com fé da dupla Fa-Fa em campo, que após 4 minutos juntos em campo, descobrem o caminho para o 3º golo. É inteligente o modo como se posiciona Falcão, e o oportunismo de no meio dos defesas leirienses demonstra clarividência suficiente para fazer o remate com que encerra o placar final.

Destaque óbvio para o momento do jogo, protagonizado por Ronny (no melhor pano cai a nódoa) que com a soberana oportunidade de golpear o Dragão com uma ferida que seria tanto injusta como dolorosa , desperdiça um penalti após infantilidade/azar de Fernando que toca com a mão na bola dentro da área. Mas para haver uma "besta", há sempre lugar a um "bestial" e esse lugar coube a Helton, que embora trouxesse a fama de ser bom entre os postes na marca dos 11 metros, julgo nunca antes ter defendido uma grande penalidade ao serviço do Porto. Pois encontrou um momento mais do que oportuno e que pos o estádio a gritar de alegria como se de um golo se tivesse tratado.

Assim se constroem grandes equipas, foi marcante o abraço que Bruno Alves deu ao seu guarda-redes e a injecção de moral que o plantel teve. Numa noite de emoções fortes, o que contam são os 3 pontos e a reaproximação à dupla que lidera o campeonato.


Embora não queira, vejo-me "forçado" a ter que me debruçar sobre a arbitragem e acredite o leitor que não me orgulho desse facto. Não gosto do tipo de arbitragem de Elmano Santos mas se a isso juntarmos ter invalidado 2 golos ao FCP, expulsa mal o guarda-redes do Leiria Djuricic e o Fernando(nem sempre é cartão amarelo quando se toca com a mão na bola), e ainda um sem número de interrupções que aniquilam o ritmo de jogo e dá 4 minutos de compensação na 2ª parte (o meu coração agradeceu esta última), não pode a bem da credibilidade do futebol arbitrar jogos da 1ª Liga durante uns tempos. Talvez lhe seja levantado um período de suspensão preventiva, e aqui seria bem mais fácil reunir as imagens e fundamentar a acusação.


Cumprimentos azuis-e-brancos,

José Vieira de Sousa


P.S: Este foi o meu primeiro post para o trio galáctico. Sou estudante na Universidade de Coimbra, mas natural do Porto e adepto do clube tetracampeão. Foi com grande orgulho que recebi e aceitei o convite da organização para participar neste projecto e tentarei trazer-vos a minha análise aos temas actuais e alguns artigos de ocasião quando o tempo assim o permitir sobre aquele que é o melhor clube português

O Jogo em que Jesus se Benzeu!

Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde.
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

RIO AVE: Mora; José Gomes, Gaspar, Jeferson e Fábio Faria; André Vilas Boas, Wires (Adriano) e Vítor Gomes (Tarantini), Bruno Gama, Sidnei (Chidi) e João Tomás.
Treinador: Carlos Brito.

BENFICA: Quim; Maxi Pereira, Luisão, Miguel Vítor e César Peixoto; Javi Garcia, Ramires, Di María e Carlos Martins (Aimar); Cardozo e Saviola (Fábio Coentrão).
Treinador: Jorge Jesus.

Resultado Final: 0-1





Jorge Jesus havia dito que se tratava de um dos jogos mais complicados que o Benfica disputaria neste ano. Carlos Brito e os seus jogadores fizeram jus às palavras do Amadorense e tudo fizeram para tirar pontos ao Benfica.

O Rio Ave tem sido uma das, agradáveis, surpresas deste campeonato, o que pode ser explicado devido à grande consistência em casa – a formação do Rio Ave ainda não tinha perdido em casa.

O Benfica entrava para este jogo a três pontos do líder do campeonato e sabia que teria de jogar nos limites para levar de vencida o Rio Ave.

O jogo começou muito dividido, com o Rio Ave a fazer uma pressão fortíssima, sobre Javi Garcia e Carlos Martins, que dificultou sobremaneira as tentativas de construção de ataque da turma da Luz. Nesse trabalho de pressão e excelência posicional, destaque para o trio do meio campo vila-condense: Vitor Gomes, Wires e Vilas Boas. Este trio, para além de controlar completamente o meio campo do Benfica, conseguiu ajudar bastante o trabalho defensivo dos laterais, apagando do jogo Di Maria e Ramires.

A partir dos 30 minutos o Rio Ave assumiu o controlo do jogo e obrigou os jogadores do Benfica a errar, criando ainda uma excelente ocasião, após um erro de Maxi, desperdiçada por Sidnei.

No intervalo, acredito que Jorge Jesus (que se chegou a benzer durante a 1ª metade) tenha acordado os jogadores, que até então tinham sido uma nulidade.

A verdade é que o Benfica fez uma segunda parte muito inteligente. Marcou cedo e soube gerir a vantagem até ao final do jogo. Na segunda parte apareceram Saviola e Ramires que acabaram por mexer o ataque do Benfica e levar a equipa para a vitória.

Neste jogo, destaque para o tridente do meio campo do Rio Ave, pela excelente primeira parte, que de certo modo justificaram o porquê do Rio Ave ser uma das boas equipas deste campeonato.

Quanto ao árbitro, do fundo do meu tão propagado facciosismo, não vi erros de maiores. Contudo, destaco as seguintes situações:

- Sidnei cai na área do Benfica. Para mim não é penalti. É certo que Miguel Vitor tem a mão nas costas de Sidnei, mas não me pareceu motivo que levasse à queda do jogador do Rio Ave.

- O Canto que dá o golo. Na imagem (uma única repetição) vê-se que Di Maria é o ultimo a tocar na bola. A questão é se este o terá feito dentro ou fora das quatro linhas. A repetição não esclarece.

- Saviola simula penalti. Cartão amarelo que ficou por exibir ao Argentino.

- Livre Indirecto contra o Benfica. Erro do árbitro. Quim não agarrou a bola numa primeira instancia, facto que terá passado despercebido ao árbitro.


Concluíndo, pareceu-me (espero não ofender ninguém) uma vitória justa do Benfica, especialmente pela segunda parte que fez. Nota muito positiva para Carlos Brito e para os seus jogadores, que mostraram como para o Benfica sem recorrer ao célebre autocarro.

O Benfica dobra o campeonato em segundo lugar, em igualdade pontual com o (justíssimo) líder Braga. Aguardo o melhor Benfica para a segunda volta…

Força Benfica!

Cumprimentos

Fonte da imagem: www.abola.pt
 
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