
Domingo 10 de Janeiro, 19.15
Estádio do Dragão 15ª jornada
Espectadores: 24.209
F.C Porto: Helton, Miguel Lopes, Alvaro Pereira, Bruno Alves(Cap.) e Rolando; Fernando, Raul Meireles e Belluschi; Varela, Falcão e Rodriguez.
Substituições: Farías por Miguel Lopes (60min), Falcão por Mariano (85min) e Belluschi por Tomás Costa (86 min)
Resultado final: 3-2 (Falcão 14; Bruno Alves 36; Falcão 63 - Diego Gaúcho 32; Ronny 50)
O FCP entrava em campo com a consciência que os rivais directos haviam conquistado preciosos 3 pontos frente a equipas que estão a realizar um bom campeonato, grupo onde a equipa de Leiria também se inclui, e dada a diferença pontual não se poderia cometer um deslize.
Num país a tremer de frio e vestido de branco, foram os azuis-e-brancos os primeiros a aquecer a partida com uma sucessão de jogadas rápidas, rondando a baliza leiriense. Longe estariam os mais de 24.000 adeptos de pensar que o FCP lhes iriam também fazer ferver a paciência.
Decorridos 14 minutos, e após uma arrancada de Varela que começa no meio campo, ultrapassa uma série de jogadores até ser desarmado na grande área, a bola ressalta para Belluschi que remata para defesa do sérvio guarda-redes leiriense, sobrando a bola para o colombiano Falcão que,oportuno,abre o activo.
Foi então que recordei as palavras de Pinto da Costa a meio desta semana, prometendo a conquista do campeonato para dedicar ao grande José Maria Pedroto de quem o meu pai fala com saudade. O mote estava lançado e os jogadores pareciam ter entrado neste 2010 com a garra que, por tantas vezes, parece alheada por entre processos defensivos e transições rápidas apregoadas pelo treinador.
Ano Novo, velhos hábitos e a equipa recuou as linhas e consentiu um golo infantil com responsabilidades para a organização defensiva zonal com que o FCP aborda os lances, num pontapé livre directo cobrado por Ronny (o melhor jogador do Leiria nesta partida), daquelas faltas que só em Portugal se marcam.
Prontamente o Porto partiu para o ataque e num já clássico lance de canto cobrado na direita por Raúl Meireles Bruno Alves aparece à entrada da área e com uma potente cabeçada faz os adeptos saltar das cadeiras. Entretanto, chega o intervalo e estava confiante de que iriamos continuar na mesma toada de modo a assegurar os 3 pontos o mais rapidamente possível.
A 2ª parte joga-se num ritmo lento e desinteressante até ao lance que origina o golo da União de Leiria, num brinde da defensiva do Porto apenas justificável pelo frio que estava que deverá ter "congelado" um par de neurónios naquele flanco direito, permitindo a Ronny disferir um remate que acaba por trair Helton após um ressalto. (Quantos golos, mas sobretudo quantos pontos já não terão custado ao Porto estes golos em ressaltos e auto-golos este ano?)
Com o credo na boca mas com fé da dupla Fa-Fa em campo, que após 4 minutos juntos em campo, descobrem o caminho para o 3º golo. É inteligente o modo como se posiciona Falcão, e o oportunismo de no meio dos defesas leirienses demonstra clarividência suficiente para fazer o remate com que encerra o placar final.
Destaque óbvio para o momento do jogo, protagonizado por Ronny (no melhor pano cai a nódoa) que com a soberana oportunidade de golpear o Dragão com uma ferida que seria tanto injusta como dolorosa , desperdiça um penalti após infantilidade/azar de Fernando que toca com a mão na bola dentro da área. Mas para haver uma "besta", há sempre lugar a um "bestial" e esse lugar coube a Helton, que embora trouxesse a fama de ser bom entre os postes na marca dos 11 metros, julgo nunca antes ter defendido uma grande penalidade ao serviço do Porto. Pois encontrou um momento mais do que oportuno e que pos o estádio a gritar de alegria como se de um golo se tivesse tratado.
Assim se constroem grandes equipas, foi marcante o abraço que Bruno Alves deu ao seu guarda-redes e a injecção de moral que o plantel teve. Numa noite de emoções fortes, o que contam são os 3 pontos e a reaproximação à dupla que lidera o campeonato.
Embora não queira, vejo-me "forçado" a ter que me debruçar sobre a arbitragem e acredite o leitor que não me orgulho desse facto. Não gosto do tipo de arbitragem de Elmano Santos mas se a isso juntarmos ter invalidado 2 golos ao FCP, expulsa mal o guarda-redes do Leiria Djuricic e o Fernando(nem sempre é cartão amarelo quando se toca com a mão na bola), e ainda um sem número de interrupções que aniquilam o ritmo de jogo e dá 4 minutos de compensação na 2ª parte (o meu coração agradeceu esta última), não pode a bem da credibilidade do futebol arbitrar jogos da 1ª Liga durante uns tempos. Talvez lhe seja levantado um período de suspensão preventiva, e aqui seria bem mais fácil reunir as imagens e fundamentar a acusação.
Cumprimentos azuis-e-brancos,
José Vieira de Sousa
P.S: Este foi o meu primeiro post para o trio galáctico. Sou estudante na Universidade de Coimbra, mas natural do Porto e adepto do clube tetracampeão. Foi com grande orgulho que recebi e aceitei o convite da organização para participar neste projecto e tentarei trazer-vos a minha análise aos temas actuais e alguns artigos de ocasião quando o tempo assim o permitir sobre aquele que é o melhor clube português