Sporting - Benfica: Tiros, bombas e socos nas trombas
Num jogo em que o Sporting pouco tinha a ganhar para além do respeito próprio de ganhar ao rival da 2ª circular, a suspensão de Evaldo e a lesão de Carriço (mesmo este estando longe do topo da sua forma) significou que o Sporting teria de alinhar contra os da Luz com um quarteto defensivo composto por Grimi Torsiglieri, Polga e João Pereira. Só mesmo um verdadeiro crente acreditava que alguma vez seria possível o Sporting conseguir algum ponto com este alinhamento.
Como seria de esperar, face ao que foi dito, o Benfica entrou pressionante e foi sem grande surpresa que uma falha de Grimi levou ao 1º golo dos encarnados. No entanto, pouco depois, o foco das atenções dos adeptos passariam a ser as bancadas e não o terreno de jogo...
É verdade que haviam tochas acesas... como acontece em qualquer jogo grande no Alvalade XXI desde a sua inauguração. Como acontecia aliás, no outro topo do estádio na zona dos adeptos do Benfica, e como acontecerá sempre, porque é virtualmente impossível impedir a entrada desse género de coisas no estádio, devido às suas reduzidas dimensões.
Para além disso, como disse um especialista em segurança no dito fórum da Sic Noticias, os estádios do Euro 2004 possuem, todos eles, um complexo sistema de camaras de vigilância que permitem identificar os indivíduos que acendem tochas ou, como aconteceu neste jogo, queimam cachecóis dos NN.
Qual é então a necessidade destas cenas?
O que se pode ver no vídeo é todo o topo de Alvalade ocupado pela JuveLeo a fugir de uma carga polícial. A forma como as pessoas se amontoam faz, infelizmente, lembrar os episódios em estádios da América do Sul, com as consequências que se lhes conhecem.
A carga policial foi, a meu ver, desnecessária e mal efectuada, tendo o Corpo de Intrevenção de fazer 3 cargas para controlar um grupo de 200 pessoas, perturbando toda a bancada onde também estavam espectadores "inocentes".
Na 2ª parte lá deu para me voltar a concentrar no relvado, e o que vi foi um Benfica com 10 a segurar a vantagem e um Sporting sem grandes argumentos para chegar ao golo.
Paulo Sérgio a certa altura põe o CS9 em campo, substituindo Pedro Mendes, o que resulta na destruição do meio campo Sportinguista. Mais tarde corrigiu esta situação pondo em campo Maniche aos 70 minutos... 10 depois do 0-2 encarnado...
Se pouca confiança ainda havia em Paulo Sérgio, ficaram desfeitas as dúvidas que não tem, agora, nem de perto nem de longe capacidade (e condições) de orientar os Leões.










