SL Benfica e Olympique de Marseille encontram-se amanhã, dia 11 de Março de 2010, pelas 20:05, no Estádio Sport Lisboa e Benfica, em jogo a contar para os 16 avos de final da Liga Europa.
Ao defrontar o histórico Francês, o Benfica tem oportunidade para recordar uma das grandes noites Europeias que fazem parte da sua história: o célebre Benfica vs. Marseille, da celebre mão de Vata, que deu acesso à final da Taça dos Campeões Europeus ao clube da Luz.
Recordando esse jogo, ocorre-me Mozer, que então jogava no Marseille e era um dos pilares na defesa Francesa. Segundo Mozer, foi um reencontro emocionante, que entre outras coisas, serviu para mostrar aos Franceses o que é a Mística Benfiquista.
Passo então a citar um texto de Mozer, intitulado:
“É preciso sair do país para enxergar o prestígio e o tamanhão do Benfica em todo o mundo. Estive três anos em França, no Marselha, joguei num estádio fantástico, o Vélodrome, convivi com grande jogadores como Papin e Waddle, mas o Benfica estará sempre no meu pensamento.
Os meus companheiros de equipa não percebiam muito o meu entusiasmo pelo
clube, já que sabiam pouco do futebol português, embora reconhecendo o tremendo historial do Benfica.
Os meus companheiros de equipa não percebiam muito o meu entusiasmo pelo
clube, já que sabiam pouco do futebol português, embora reconhecendo o tremendo historial do Benfica.
Durante os primeiros tempos tive de aturar os comentários de Papin, logo desde o inicio, sempre que jogávamos em casa.
Uns dias antes de cada jogo, o Papin chegava para mim e me dizia:
“Mozer, vais ver o que é um estádio cheio e um ambiente terrível.”
Terrível para os outros. Não sei se o se o Papin dizia isso para me intimidar, já que era novo no clube e não percebia muito daquela conversa.
Mas para mim, sempre pensava: “Este cara precisava de jogar no Maracanã ou no estádio da Luz, cheios.” Era o que eu pensava.
Uns dias antes de cada jogo, o Papin chegava para mim e me dizia:
“Mozer, vais ver o que é um estádio cheio e um ambiente terrível.”
Terrível para os outros. Não sei se o se o Papin dizia isso para me intimidar, já que era novo no clube e não percebia muito daquela conversa.
Mas para mim, sempre pensava: “Este cara precisava de jogar no Maracanã ou no estádio da Luz, cheios.” Era o que eu pensava.
Até que, na taça dos campeões, nas meias-finais, o Benfica calhou no caminho do Marselha. Fiquei, ao início, desgostoso, porque ia defrontar o meu Benfica, o clube que os meus companheiros sabiam que eu adorava. Me lembro de Sauzée, o meu zagueiro do lado me ter perguntado: “Você vai estar em condições de jogar contra o Benfica?”
Aí, senti que beliscavam o meu profissionalismo. Nos dois, jogos joguei a duzentos por cento.
Aí, senti que beliscavam o meu profissionalismo. Nos dois, jogos joguei a duzentos por cento.
Depois do primeiro jogo, em Marselha, uns dias antes de jogarmos na Luz, virei para o Papin e lhe perguntei: ” Papin, voçê quer mesmo ver o que é um estádio cheio, com 120 mil a gritar todos para o mesmo lado?” Engraçada a reacção do Papin: “Voçê, está querendo me meter medo, Mozer?”
Pois bem, chegou o dia, chegámos no estádio da Luz e fomos logo indo para os balneários. Muitos risos, muita convicção de que íamos jogar a final da Copa dos Campeões. Lembro até que Tapie disse aos jornalistas franceses que lhe podiam chamar de Bernardette se o marselha perdesse a eliminatória.
Antes de subirmos ao relvado, para o aquecimento, Papin ainda troçou de mim, dizendo que estava já “tremendo de medo”. E ria-se bastante.
Os jogadores foram saindo do balneário e eu atrasei um pouco, porque estava colocando uma ligadura no tornozelo.
Quando cheguei perto do túnel de acesso ao estádio, começo a ver os meus companheiros, compeletamente assustados e todos do lado de dentro, não querendo entrar.
Só depois percebi que, nessa altura o Eusébio foi chamado ao relvado para receber uma homenagem e foi aí que o estádio quase vinha abaixo. Logo no momento em que os meus companheiros do Marselha se preparavam para entrar.
Claro que voltaram atrás assustados e me perguntado: “O que era aquilo?”.
Os jogadores foram saindo do balneário e eu atrasei um pouco, porque estava colocando uma ligadura no tornozelo.
Quando cheguei perto do túnel de acesso ao estádio, começo a ver os meus companheiros, compeletamente assustados e todos do lado de dentro, não querendo entrar.
Só depois percebi que, nessa altura o Eusébio foi chamado ao relvado para receber uma homenagem e foi aí que o estádio quase vinha abaixo. Logo no momento em que os meus companheiros do Marselha se preparavam para entrar.
Claro que voltaram atrás assustados e me perguntado: “O que era aquilo?”.
Aquilo respondi eu, é o INFERNO DA LUZ. Aí todos começaram a me dizer para ser eu o primeiro a avançar, subi as escadas, entrei no relvado, não fui mal recebido e quando olhei para trás, estava sózinho. Espreitando, à saida da escadaria estavam alguns dos meus companheiros do marselha, ainda com um olhar de medo e só nessa altura começaram a entrar.
No regresso às cabinas, perguntei a Papin: “Já sabes agora o que é um estádio cheio e um grande ambiente?”
A resposta, nunca mais a esqueci: “Mozer, nunca vi uma coisa destas. Tudo isto é incrível. Sempre tiveste razão, o Benfica é ENORME!”
A resposta, nunca mais a esqueci: “Mozer, nunca vi uma coisa destas. Tudo isto é incrível. Sempre tiveste razão, o Benfica é ENORME!”
Foi uma vitória moral, sobre aqueles que não acreditavam na grandeza do Benfica.”
José Carlos Mozer
4 comentários:
Estou comovido......
GRANDE MOZER!
FORÇA BENFIIIIICA!!!!!!!
Há apenas um pequeno senão nesta história que, de forma alguma, desdiz o fervor benfiquista. Era conhecido o seu ímpeto em cada jogada e, por isso, creio que no jogo de Marselha ia matando o Rui Águas com um joelhada nas costas.
ser do benfica e algo k nao da para explicar...e um orgulho enorme ser do benfica...
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